História da cerveja - parte 1


Barris antigos para cerveja
Antigamente as cervejas eram armazenadas em barris, de forma semelhante aos vinhos. Os barris também utilizados para o transporte da cerveja, muito utilizada para substituir a água em determinadas atividades pela facilidade de armazenamento



Dizer exatamente quando, como e onde surgiu a primeira cerveja é praticamente impossível e, sobre isso, não há consenso entre os historiadores. Alguns acreditam que ela surgiu logo depois dos homens conhecerem o processo de fermentação.


Neste caso, estamos falando de um tempo de mais ou menos 10 mil anos atrás. Segundo essa linha de raciocínio, nossos ancestrais teriam percebido que o pão ou outro produto a base de grãos, quando em contato com a água, fermentava. Como resultado, formava-se uma bebida com álcool, que se assemelhava à cerveja. Nesta época, dizer que essa cerveja era um pão líquido faria todo o sentido.


Como apreciadores de cerveja, creio que devemos agradecer aos Sumérios por terem iniciado a produção desta bebida em uma escala um pouco maior, para consumo da população, sendo que naquela época, já era utilizada como produto de troca no comércio. As “cervejarias” mesopotâmicas, segundo os estudos, eram mantidas pelas mulheres, o que fazia todo sentido, pois elas eram as responsáveis pela produção de muitos alimentos, como o pão. Aliás, a descoberta da cerveja é atribuída a uma mulher. Com essa informação, fica difícil dizer que cerveja é coisa de homem.

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Saindo da região da Mesopotâmia, a cerveja viajou para o Egito antigo. Estamos falando de mais ou menos 1.100 anos a.C. Com os egípcios, a bebida se tornou mais nobre, pois em algumas ocasiões, ela substituía o consumo da água.


Lembrando que os egípcios se locomoviam por muitas distâncias no deserto e construíam obras faraônicas em regiões de difícil acesso à água. A cerveja neste caso e, em tempos de guerra, tinham uma função estratégica: manter os trabalhadores e soldados hidratados e longe de doenças causadas por água contaminada.


Evoluindo um pouco na história, chegamos nos romanos, que foram os responsáveis por levar a bebida para as mais diversas regiões da Europa. Para alguns historiadores, a produção da cerveja não teve muita força nas culturas grega e romana, que priorizaram a produção e consumo de vinho, considerada mais nobre. Porém, é possível achar menções de que personalidades romanas eram grandes apreciadores, como nada mais, nada menos do que o grande Júlio Cesar. Provavelmente, as festinhas dessa galerinha deveria ser regada a vinho e à cerveja.


E foi na Europa que a cerveja passou a ser conhecida como cerveja, em homenagem à deusa da agricultura e da fertilidade, Ceres. Os gauleses, representados de forma esplêndida nos livros em quadrinho do Asterix, passaram a chamar a bebida alcoólica de cerevisa ou cervisia. Foram eles que inseriram o malte na produção dessa bebida que tanto apreciamos e que tem como função fornecer alimento, açúcares e nutrientes, às leveduras, que por meio da fermentação, produzirão, entre outros produtos, álcool e gás carbônico.


O malte, segundo a Wikipedia, é um produto que resulta da germinação artificial e posterior dessecação da cevada ou de outros cereais e que pode ser usado para a produção de cerveja ou outros alimentos.

No post História da cerveja - Parte 2, continuaremos contando um pouco mais sobre a história da cerveja.


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Cerveja artesanal

Cervejaria americana Dog Tag Brewing








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