História da cerveja - Parte 2

Os monges na Idade Média foram os grandes produtores de cerveja. Com a descoberta do lúpulo como conservante natural, a bebida começou a ter o aroma e o sabor da cerveja de hoje. 


A cerveja e a Idade Média

Como vimos no post anterior, a História da Cerveja - parte 1, foram os gauleses que introduziram o malte na produção da cerveja. Mas, foi na Idade Média, que a bebida começou a ter o sabor que possui hoje. E isso, só aconteceu graças aos monges que descobriram que o lúpulo podia ser usado como conservante natural.




Lúpulo é uma liana europeia da espécie Humulus lupulus, da família Cannabaceae. O lúpulo é tradicionalmente usado, junto com o malte (grão malteado), a água e a levedura, no fabrico da cerveja. No calor do cozimento da mistura, o lúpulo libera suas resinas de sabor amargo, dando à cerveja sabor característico. Wikipedia


Perceberam a que família pertence o lúpulo? Isso mesmo da Cannabis. Porém, a função deste ingrediente não é te deixar doidão durante o consumo da cerveja. Nem adianta sair dizendo por aí que a culpa por não se lembrar da noite anterior é do lúpulo. A função dele é dar o aroma e o sabor em muitas cervejas. Adicionado após a fermentação, ele mantém a bebida fresca durante o transporte. A quantidade de lúpulo adicionada à cerveja variava de acordo com a distância que ela ia percorrer. Esse detalhe é importante, pois, as viagens em épocas passadas não eram tão fáceis como hoje.

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Mas, por que diabos por quais razões os monges se interessaram tanto por cerveja a ponto de melhorarem o processo de produção?


Lembra da história do pão líquido? Pois então… não é piada. Os monges na Idade Média viviam em função da religião e o jejum era uma prática comum aos homens da igreja e podia durar por vários dias.


Durante o jejum não era permitido comer, somente beber. Epa! A água é muito importante, mas quando você fica sem comer por um período longo de tempo, consumir bebida que permitisse dar mais “sustância” era uma ideia que agradava a muitos. A partir daí, começaram a se especializarem na produção da cerveja, que se assemelhava ao pão líquido.


Outro fator que contribuiu para os monges se tornarem grandes produtores de cerveja foi o domínio de conhecimentos que não eram comuns a todos os homens e mulheres. Eles desenvolveram técnicas e regras que são seguidas até hoje por grandes mestres cervejeiros.

Nomes importantes na história da cerveja


A história da cerveja, apesar de muito longa, nos permite destacar alguns nomes que contribuíram para o seu desenvolvimento.


O cientista francês, Louis Pasteur, ficou conhecido pelo processo de pasteurização, que nada mais é do que o uso do calor para matar microorganismos responsáveis pela deteriorização de produtos, alimentos etc. Com o domínio desse conhecimento, o processo de brassagem teve fundamental contribuição para a melhoria do processo de fabricação da cerveja.


Já Emil Christian Hansen descobriu duas espécies de levedura que deram origem às famílias de cerveja Lager e Ale.


A levedura de bebidas alcoólicas é um fermento natural utilizado na fermentação do mosto (uma mistura de cevada, água e lúpulo) para produzir cerveja. As leveduras de bebidas alcoólicas são do gênero Saccharomyces, sendo a principal a espécie Saccharomyces cerevisiae. As células de levedura são uma fonte de alto teor proteico, porém, ao contrário das fontes de proteína animal, tem a vantagem de possuir outros tipos de gorduras. Também é uma rica fonte principalmente de vitaminas do complexo B, tais como B1, B2, B5, B6, B9, B12, B15 E BX. Wikipedia


Outro nome de destaque na história da cerveja foi Carl Von Linde, responsável pela criação de um sistema de geração de frio, base de equipamentos como frigoríficos e geladeiras.

No próximo post, conheça a história da cerveja no Brasil.
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