Saiba como funciona o mecanismo da fome

Saiba como funciona o mecanismo da fome


Manter o peso no meio da correria do dia a dia é bem difícil. O mesmo vale para quem quer perder! Mais difícil ainda.

Fazer dieta pode ser uma tortura, ainda mais para nós, homens, que trememos só de pensar em admitir que estamos de dieta. No máximo aceitamos falar que estamos controlando a quantidade de comida que ingerimos durante o dia.

Abrir mão de uma boa cerveja acompanhada de alguns quitutes como um belo queijo da canastra é um sacrilégio para mim.

Algumas pessoas quando têm que abrir mão das refeições fartas e dos doces (chocolate... putz) podem ficar de mau humor, indisposição e aquela constante sensação de estômago vazio.
Bom, o que fazer, então, nestes casos em que realmente precisamos mostrar para a balança quem é que manda?

Prestar atenção no que comemos durante a semana, por exemplo, em que a correria é maior pode ser um bom começo. Determinados alimentos são capazes de promover a sensação de saciedade e ainda auxiliar no metabolismo, facilitando a reeducação alimentar e favorecendo a queima calórica.

Para facilitar, vamos entender como funciona o mecanismo da fome





A fome é um aprimorado recurso do nosso organismo para garantir a oferta de energia e, por consequência, a sobrevivência. Assim como boa parte de nossas funções fisiológicas, o apetite e a saciedade são controladas por hormônios que, de forma complexa, atuam na comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro. Alguns deles são agentes de extrema influência sobre a fome e à saciedade e, quando estão em desequilíbrio, podem resultar no descontrole do apetite.

Ou seja, você acaba comendo demais ou alimentos errados que tendem a saciar nossa fome de forma mais, digamos, contundente.

Vem mais por aí...

Insulina
A insulina é um dos hormônios mais conhecidos devido a sua influência sobre a glicose, que é a principal fonte de energia do corpo. Quando há um desequilíbrio da secreção ou liberação da insulina, a sensação de fome também é ativada devido à queda da glicemia.

Grelina (é... cuidado com o que vai pensar!)
Da mesma forma, a grelina tem grande influência sobre o apetite: esse hormônio secretado pelo estômago é responsável por “avisar” ao cérebro que o órgão está se “esvaziando”.

Quando passamos por longos períodos sem nos alimentar, a produção desse hormônio aumenta e, quanto maior sua concentração no sangue, maior será a sensação de fome. Em contrapartida, quando comemos, o alimento entra em contato com a parede gástrica e alguns receptores enviam sinais ao sistema nervoso central para informar que estamos nos alimentando, nesse momento a produção de grelina cai e o apetite é reduzido.

Ou seja, comer os alimentos corretos de tempos em tempos é importante para que a grelina fique controlada e não deixe o seu cérebro maluco de fome!

Leptina
Porém, não existem somente vilões nesse processo – a leptina, conhecido como hormônio da saciedade, é responsável pelo controle da ingestão alimentar e aumento do gasto energético.

A ação desse hormônio diminui o apetite e favorece a queima calórica através da melhora do metabolismo. O grande problema é que, por mais que esse hormônio seja produzido pelas reservas energéticas do corpo, pessoas com alta concentração de tecido adiposo (gorduras) tendem a desenvolver resistência ao hormônio, o que prejudica o envio de sinais ao sistema nervoso central sobre a saciedade e dificulta o controle da dieta.

Ou seja, o excesso de peso (gordura) não é somente uma questão de estética. Em muitos casos, pode prejudicar a produção de hormônios essenciais para o corpo humano, principalmente para nós, hombres!

No próximo post, vamos falar um pouco sobre como combater o apetite exagerado.




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