Como substituir o açúcar nos alimentos – parte II

Como substituir o açúcar nos alimentos


No post passado, falamos sobre a diferença entre glicose e açúcar, destacando qual o tipo que você deve evitar e qual deve consumir de forma moderada.

Hoje, vamos abordar outros temas relacionados ao complexo mundo dos açúcares e a relação com a sua saúde.

Açúcar x Saúde

A ingestão do açúcar e de outros carboidratos simples elevam consideravelmente a concentração glicêmica, exigindo mais do pâncreas. Sempre que nos alimentamos, o órgão libera insulina – um hormônio responsável por levar a glicose para dentro das células afim de que ela seja usada como energia.





Quando esses picos glicêmicos se tornam frequentes, o organismo pode desenvolver resistência à insulina, fazendo com que o organismo não aproveite a glicose de forma adequada, aumentando sua concentração no sangue e ocasionando a temida diabetes.

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Outro ponto relevante é que o consumo exagerado de açúcar propicia o ganho de peso, uma vez que o excesso de glicose é armazenado pelo corpo em forma de tecido adiposo, ou seja, gordura. Considerando-se que a obesidade está relacionada a problemas diversos como o aumento do colesterol, triglicerídeos, hipertensão e até mesmo doenças cardiovasculares, o controle da ingestão do açúcar é fundamental não somente pela questão estética.

Doce vício

O consumo de açúcar não está ligado somente ao seu sabor agradável. Alguns estudos também relacionam o hábito à fatores psicológicos. Isso porque o alimento estimula a produção de substâncias atuantes no centro de recompensa do cérebro sua ingestão influencia na produção de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina – ligados à sensação de prazer e bem estar.

Essa é a razão pela qual nos sentimos mais tentados a consumir alimentos açucarados quando estamos deprimidos. Pesquisas indicam, inclusive, que os efeitos do açúcar no cérebro são similares ao de substâncias que causam dependência. Logo, dizer que o alimento é viciante não é mero exagero – para algumas pessoas deixar de consumir açúcar pode ser, de fato, um grande desafio.

É preciso eliminar o açúcar?

Salvo em casos de diabetes e outras situações de saúde em que o consumo é realmente restrito, não é necessário excluir totalmente o açúcar da dieta.

Além de ser uma tarefa praticamente impossível, deve-se considerar que não nos alimentamos somente para nutrir o corpo – as refeições também devem ser prazerosas. A palavra de ordem é moderação, algo que os brasileiros não estão praticando. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estamos consumindo 50% mais açúcar do que o considerado seguro pela instituição (50gr/dia). Diminuir seu consumo seja pela questão estética ou por saúde, só trará benefícios ao organismo: além de contribuir para o emagrecimento, o consumo moderado diminui o risco do diabetes e outros males relacionados à obesidade.

No próximo post, vamos falar sobre alternativas ao açúcar refinado, um dos produtos preferido dos brasileiros quando se trata de adoçar os alimentos e bebidas.




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